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Sobre o Projeto
Contexto, objetivos, equipe e metodologia da dissertação
Calculadora AHP
5 critérios ponderados com justificativa científica
Galeria de Mapas
9 mapas do zoneamento PSA com legendas ABNT
Mapa Interativo
Visualize camadas GeoJSON da Bacia do Ipojuca
Dashboard
Estatísticas e gráficos dos resultados do zoneamento
Áreas prioritárias (Alta + Muito Alta): 9,78% da área classificada = 22.568,58 ha ≈ 225,7 km²
Área efetivamente classificada: 2.307,60 km² (67,17% da bacia) | NoData: 1.127,74 km² (32,83%)
Distribuição detalhada por classe em processamento final. Fonte: PERNAMBUCO, 2022 (PERH 2022–2040).
[Valores em verificação — aguardando confirmação da autora]
Área total: 3.435,34 km² | Fonte: Zoneamento AHP-SIG PSAH-PE
RC = 0,0099 < 0,10 — consistência satisfatória (Saaty, 1980)
Fonte: Análise temporal da cobertura vegetal na Bacia do Rio Ipojuca
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A Bacia do Rio Ipojuca, localizada no estado de Pernambuco, enfrenta desafios significativos relacionados à degradação ambiental, escassez hídrica e pressões antrópicas crescentes. Com uma área de drenagem de 3.435,34 km² que corresponde à Unidade de Planejamento Hídrico UP5 (PERH 2022–2040) e abrange desde o semiárido até a zona da mata pernambucana, a bacia apresenta heterogeneidade ambiental marcante, incluindo áreas de Caatinga e remanescentes de Mata Atlântica.
O crescimento populacional, a expansão agrícola, a pecuária extensiva e a urbanização desordenada têm intensificado a conversão de áreas naturais, resultando em perda de cobertura vegetal nativa, aumento da erosão do solo, assoreamento de corpos d'água e comprometimento da qualidade e quantidade dos recursos hídricos. Esse cenário é agravado pelas características climáticas do semiárido brasileiro — irregularidade pluviométrica, altas taxas de evapotranspiração e recorrentes períodos de seca.
O projeto tem como objetivo principal desenvolver uma metodologia científica e espacialmente explícita para priorização de áreas críticas destinadas à implementação de esquemas de PSA voltados à conservação e recuperação dos serviços ecossistêmicos hídricos. A pesquisa aplica o método AHP (Analytic Hierarchy Process) integrado a Sistemas de Informação Geográfica (SIG), permitindo a análise multicritério de variáveis ambientais: proximidade a nascentes, cobertura vegetal, proximidade a fragmentos florestais, declividade do terreno e erodibilidade do solo.
Saaty (1980) — Análise Hierárquica de Processos
Processamento espacial multicritério
Cobertura e uso do solo 30m
A implementação de um programa de PSAH na Bacia do Rio Ipojuca representa uma estratégia inovadora alinhada às políticas públicas ambientais brasileiras, especialmente à Lei Federal nº 14.119/2021 (Política Nacional de PSA) e à Lei Estadual nº 12.984/2005 (Política Estadual de Recursos Hídricos), à Lei Estadual nº 15.809/2016 (Política Estadual de PSA) e ao Decreto Federal nº 13.018/2026 (regulamentação da PNPSA).
Água Potável e Saneamento
Proteção de nascentes e recarga de aquíferos
Ação Climática
Resiliência hídrica frente à seca no semiárido
Vida Terrestre
Conservação da Caatinga e Mata Atlântica
Parcerias
Gestão integrada de bacias hidrográficas
Luana Pessoa Genuino
Mestrado Profissional em Gestão Ambiental — IFPE | 2026
Prof.ª Dr.ª Ioná Maria Beltrão Rameh Barbosa
Instituto Federal de Pernambuco — IFPE
Prof.ª Dr.ª Maria Tereza Duarte Dutra
Instituto Federal de Pernambuco — IFPE
Prof.ª Dr.ª Vania Soares Carvalho
Instituto Federal de Pernambuco — IFPE
Mapa Principal
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📋 Mapas Temáticos 9 mapas — clique para ampliar
Proteção de nascentes, recarga de aquíferos e manutenção da qualidade hídrica na Bacia do Rio Ipojuca — abastecimento hídrico dos 25 municípios da bacia (Fonte: PERNAMBUCO, 2022).
Resiliência hídrica frente às secas prolongadas no semiárido pernambucano. A Caatinga funciona como reguladora do ciclo hidrológico regional.
Conservação da Caatinga (~38% da bacia) e remanescentes de Mata Atlântica. O PSA incentiva financeiramente a preservação voluntária.
Gestão integrada e participativa entre municípios, produtores rurais, IFPE e órgãos ambientais para implementação do PSA na bacia.
Tire suas dúvidas sobre Pagamento por Serviços Ambientais Hídricos, metodologia AHP, Bacia do Rio Ipojuca e legislação ambiental.
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Especialista em PSA Hídrico | Bacia do Rio Ipojuca
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A derivação dos pesos AHP foi fundamentada em uma RSL com protocolo PRISMA 2020, garantindo replicabilidade e transparência.
Ajustes manuais: −9 excluídos / +10 resgatados na triagem | −3 duplicatas na leitura completa
Uso de IA: Elicit utilizado para triagem inicial, com controle humano em todas as decisões finais de inclusão/exclusão
Diferencial: Pesos derivados da frequência e convergência da literatura (não por painel Delphi), garantindo replicabilidade
Método AHP (Saaty, 1980) com 5 critérios biofísicos. Pesos derivados da RSL, não de painel de especialistas.
| Critério | Peso | Descrição |
|---|---|---|
| C1 — Proximidade a Nascentes | 40,71% | Critério dominante — proteção de mananciais e áreas de recarga |
| C2 — Cobertura Vegetal | 25,05% | Regulação hídrica e proteção do solo (MapBiomas Col. 10) |
| C3 — Erodibilidade do Solo (Fator K) | 14,56% | Susceptibilidade à erosão — dados EMBRAPA |
| C5 — Proximidade a Fragmentos Florestais | 13,23% | Conectividade ecológica e corredores de biodiversidade |
| C4 — Declividade | 6,44% | Inclinação do terreno — risco erosivo (MDE TOPODATA/INPE) |
Critérios contínuos (C1, C3, C4, C5): Normalização linear mín-máx, escala 1–10.
Critério categórico (C2 — Cobertura Vegetal): Reclassificação discreta por classes de uso do solo (MapBiomas Col. 10).
Justificativa teórica: Vafaei, Ribeiro e Camarinha-Matos (2016) — método adequado para integração de critérios com unidades distintas.
Resolução: 30 m (grade regular). Reamostragem: Vizinho Mais Próximo.
A bacia atravessa os fusos UTM 24S e 25S, exigindo projeção equivalente para cálculo de áreas.
| Finalidade | Sistema |
|---|---|
| Visualização e processamento raster | SIRGAS 2000 / UTM 25S (EPSG:31985) |
| Cálculo de áreas | Cônica Equivalente de Albers (SIRGAS 2000) MC −54°, paralelos −2° e −22°, lat. origem −12° (padrão IBGE/ANA) |
| Mapa de localização | Coordenadas Geográficas / SIRGAS 2000 |
| Exportação web (GeoJSON) | EPSG:4326 (WGS84) |
- NoData de 32,83% por interseção de lacunas entre camadas raster
- Ausência de critérios socioeconômicos (custo de oportunidade, disposição à adesão, situação fundiária)
- Sem validação de campo
- Camadas como fotografia temporal, não série histórica
- Resolução de 30 m adequada para escala regional, não para detalhamento local
Software: ArcGIS Pro 3.5.4 | Geodatabase: PSAH_Ipojuca.gdb | Resolução: 30 m
Fontes de dados:
- MDE TOPODATA (INPE) — modelo digital de elevação
- MapBiomas Coleção 10 — cobertura e uso do solo
- ANA — hidrografia e nascentes
- EMBRAPA — levantamento de solos (Fator K)
- APAC / PERH 2022–2040 — planejamento hídrico estadual
- IBGE — malha municipal
A análise revela que apenas 5 dos 25 municípios concentram 57% de todas as áreas classificadas como Alta ou Muito Alta prioridade. Este dado converte o mapa em estratégia de implementação: o gestor sabe por onde começar a articulação de um programa piloto de PSA.
| # | Município | Concentração | Leitura operacional |
|---|---|---|---|
| 1º | Pesqueira | Maior concentração | Município-âncora para articulação de piloto PSA — alta erodibilidade e proximidade a nascentes |
| 2º | Caruaru | Muito alta | Maior município da bacia — pressão urbana sobre áreas de recarga |
| 3º | Sairé | Alta | Fragmentação florestal significativa — potencial para corredores ecológicos |
| 4º | Gravatá | Alta | Zona de transição Agreste/Mata — remanescentes de Mata Atlântica |
| 5º | Sanharó | Significativa | Nascentes do alto Ipojuca — área estratégica de proteção hídrica |
Três cenários alternativos de pesos foram testados. Resultado: 94–97% do núcleo de Muito Alta prioridade se mantém estável em todos os cenários.
@mastersthesis{genuino2026psahpe,
author = {Genu{\'i}no, Luana Pessoa},
title = {Prioriza{\c{c}}{\~a}o espacial de {\'a}reas para {PSAH} na Bacia do Rio Ipojuca ({PE})},
school = {Instituto Federal de Pernambuco --- IFPE},
year = {2026},
type = {Disserta{\c{c}}{\~a}o (Mestrado Profissional em Gest{\~a}o Ambiental)},
address = {Recife},
url = {https://psahipojuca.ecn.br}
}
| Ativo | Licença | Condições |
|---|---|---|
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5. Contato: Para questões sobre privacidade, entre em contato com a autora através do IFPE — Mestrado Profissional em Gestão Ambiental.
Todas as camadas estão em coordenadas geográficas (WGS84/SIRGAS 2000). Para cálculo de áreas, reprojetar para Cônica Equivalente de Albers (parâmetros na aba Metodologia).
Nota de projeção: Coordenadas Geográficas / SIRGAS 2000. Cálculo de áreas realizado em Projeção Cônica Equivalente de Albers (IBGE/ANA).
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